Erupções mentais. O animal racional tenta violar o vácuo. A fresta no nada é um idioma de ser. Um atractivo idioma estrangeiro. Superamos o agora, almejamos, e tornamos a cair na delinquência da matéria.
Oh, povo que se ergue das catacumbas, geração semeada dispersa, oh, extravagante nós que é o homem-rapaz à frente do computador, plural fervilhante na redoma do zero-um.
Paixão-tinta-amor, esse universo desdobrável que apenas requer gotas de limão-côr, que apenas requer a alma de olhar para ele, de ver por ele fora - pois que ele é contido no escuro e é a luz da lanterna.
No exercício do além, tudo é lá algures. Cérebro que se reprograma num mundo-"onde é?". Incerto mas pleno, o estar lá. Louco mas total, o sentido. E faz!
Afogo a realidade. Correcção - afogo a irrealidade. Verte assim o preparato da Vida, abafando o soluço de ter que regressar. Acordo à infinidade. Admirável mundo novo - éter-amanhã-sempre.